Filme: Miss You Already / Já Estou Com Saudades

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Olá!

Sexta-feira para mim é sinônimo de filme. Como não tô mais na vibe balada, minhas noites de sexta têm sido  para relaxar depois de uma semana intensa e assistir um filmezinho.
Por isso, hoje vim aqui dar uma dica de filme para vocês.

Ano de lançamento: 2015
Direção: Catherine Hardwicke
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: Reino Unido
Protagonistas: Jess (Drew Barrymore) e Milly (Toni Collette)

Jess (Drew Barrymore) e Milly (Toni Collette) são melhores amigas desde a infância. Enquanto Milly se casou, teve dois filhos e construiu uma carreira de sucesso, Jess decidiu levar uma vida pacata ao lado do marido Jago (Paddy Considine). Após se submeter a um tratamento, Jess enfim consegue engravidar. Mas a notícia vem justamente quando Milly descobre ter câncer de mama e precisa passar por quimioterapia, o que necessitará do apoio não apenas da amiga, mas de toda a família.

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Um filme lindo.  É uma história de amor entre amigas. Mostra o quanto a força da amizade é capaz de nos mover e o quanto devemos estar preparados para os momentos ruins. O mais legal que eu achei nesse filme é que mostra de forma bem honesta as reações das pessoas. Você vai chorar com esse filme, você vai querer sair para abraçar sua melhor amiga. E, mais ainda, você vai se sentir grato por ter alguém tão especial do seu lado. Vale a pena ver e se emocionar.

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Eu me vi nesse filme, com a minha melhor amiga. As conquistas, as celebrações, as risadas, as descobertas, o amor, as lutas e as tristezas. ❤
E vocês já assistiram?

Um beijo!

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Desejando: Cabeceiras Estilosas

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Olá!

Se tem uma coisa que tem me incomodado ultimamente é essa minha cama sem cabeceira. Tô achando ela pelada e sem graça. Ando buscando a cabeceira ideal e eu quero uma bem diferentona, de preferência uma que eu mesma possa fazer. Amo fazer as coisas com minhas próprias mãos, deixa tudo tão mais cheio de sentimento.

Para inspirar, trouxe um monte de cabeceira estilosa e linda, vem ver!

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O mais legal da maioria delas é que é super possível de meter a mão na massa e fazer. Tô apaixonada por algumas. Ô dúvida!
Quais são as preferidas de vocês?!

Um beijo!

Fonte: Pinterest

Playlist de Segunda #10

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Olá!

Não tem como, para a minha semana ser boa ela tem que começar com música. Então, vamos lá com mais uma playlist de segunda.

✈ Major Lazer – Light It Up

Lariru!

✈ Davit Guetta – Shot Me Down ft. Skylar Grey

BANG BANG! He shot me down. BANG BANG! I hit the ground. BANG BANG! That awful sound. BANG BANG! My baby shot me down

✈ Kiesza – Hideaway

Uh ah ah uh. Amo esse clipe. ❤

✈ Lady Gaga – Till It Happens To You

Já postei essa música aqui antes e toda vez que ouço eu me emociono.

✈ Mapei – Don’t Wait

Amorzinho. ❤


Vamos que vamos!

Um beijo!

Sobre O Peso da Discriminação

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Olá!
Hoje o post é um pouco mais íntimo, vim contar para vocês sobre a primeira vez que eu realmente me senti discriminada, como me senti e o que eu aprendi com isso.

Não vou dizer que nunca sofri discriminação antes, claro que já. Quando a gente está acima do peso, sempre tem alguém que nos olha de forma torta, que evita sentar ao nosso lado, como se tivéssemos uma doença contagiosa. Quando você estuda toda sua vida em escolas públicas, sempre tem aquela pessoa que acha que você é menos inteligente e não quer fazer trabalho com você. Por morar em um lugar mais humilde, sempre vão ter pessoas para te avaliar, para ver como você se porta, porque, talvez, você não seja bom o suficiente. Já ouvi, inclusive, de um “colega” paulista que eu era uma pessoa vulgar e baixa porque morava no Rio e, logo, ouvia funk e frequentava bailes em favelas.

A verdade é que eu nunca dei muita importância para essas coisas, nem mesmo tinha pensado muito sobre elas, talvez nunca tenha de fato sido vítima de discriminação de forma clara. Provavelmente, já fui uma dessas pessoas que definiu uma outra pessoa pela sua aparência e seus entornos e infelizmente falei sem medir minhas palavras. Esse assunto nunca tinha me incomodado, até o  momento em que eu senti na pele o poder da discriminação e o quanto ela é feroz. Tal fato aconteceu comigo enquanto eu visitava meu namorado nos EUA, mais precisamente em uma mesa de bar. Experimentei o famoso ditado “Pimenta no c* do outro é refresco” e agora entendo mais do que nunca a importância de pensarmos e entendermos o outro antes de abrir a boca.

Certa noite fui à um bar com o meu namorado e dois amigos dele, cada um de nós éramos de nacionalidades diferentes, dois de países desenvolvidos e dois de países em desenvolvimento (eu me encaixo aqui). Conversa vai, conversa vem e caímos em um papo sobre o Brasil. Fui falar que gostava do meu país, que isso era uma parte essencial e imutável de quem eu era e que eu não entendia muito bem o motivo de algumas pessoas tentarem mudar isso. Acho que foi aí que a conversa tomou um rumo diferente. A primeira e única pergunta que me fizeram é se eu já tinha visto uma pessoa morta. Depois disso, vieram conclusões de que o Brasil é um país violento, pobre, corrupto, feio e nem um pouco atrativo porque, com certeza, você morrerá ao chegar lá.

É impressionante perceber todas as “vozes” da discriminação. Ela é claramente perceptível no tom de voz, na postura, no olhar e até mesmo na linguagem corporal. Não são necessárias palavras de baixo calão, não é necessário aumentar o volume da voz, mas, assim mesmo, a bichinha grita e atinge com precisão. Durante essa conversa, em que eu tentava expressar o meu orgulho por ser quem eu era, brasileira, não houveram questões, apenas conclusões. A pessoa que julgava saber tudo, nunca visitou o meu país, nunca vivenciou a minha cultura, não sabia uma palavra do meu idioma, enquanto eu vivi parte da minha vida inserida na cultura dele e tínhamos essa conversa na língua nativa dele. Uma outra coisa que me marcou bastante durante essa conversa foi perceber que a discriminação não pergunta, não se interessa, não tenta entender, ela é dona da razão, ela sabe de tudo, ela sempre sabe mais do que você. Outro fato notável é que as outras pessoas não percebem a discriminação acontecer, sempre rola um “Não foi nada”, “É coisa da sua cabeça” ou “Você está exagerando”.

Essa foi a primeira vez na vida que eu me senti realmente discriminada, a primeira vez que eu senti o peso do olhar de desprezo de uma pessoa que se considera melhor do que eu por conta do lugar em que ela nasceu e do lugar em que eu nasci. Para salientar a minha mediocridade, a forma escolhida para não dar continuidade ao assunto foi apenas ignorar, fingir que não entendia o meu inglês e que o whatever que eu estava falando não fazia a menor importância, afinal, por que falar de uma país tão sem importância quanto o Brasil?!

Parece que o nosso cérebro demora um tempo para assimilar, a gente realmente se pergunta se não foi tudo obra da nossa cabeça e se ser do Brasil é um problema. Eu demorei um pouco para entender, demorei para assimilar e, infelizmente, permiti que alguém fizesse eu me sentir humilhada. Voltei para casa em silêncio, querendo apenas terminar aquela noite. Deitei na cama e quis chorar, me senti pequena, desprezível e impotente. Na cama, passei um bom tempo assimilando aquilo tudo, digerindo. Para conseguir dormir, disse a mim mesma para não levar aquilo para o coração, esse tem sido meu mantra na vida, o que não chega ao meu coração não me contamina, não me pertence, não tem poder sobre mim.

Já faz quase um mês desde que isso aconteceu e hoje eu não me sinto pequena, pelo contrário, me sinto mais grata do que nunca por ser quem eu sou, por ter vivido o que vivi, por aprender sempre, por buscar ser uma pessoa melhor. E o que eu aprendi dessa situação? Que eu não quero ser como ele e não quero ter pessoas com ele por perto. Que eu devo continuar buscando o melhor de mim e continuar tendo orgulho de quem eu sou e das minhas origens, independente de todos os pontos negativos, foi isso que me formou, foi isso que me fez chegar onde estou. Entendi que eu devo continuar cuidando do meu coração e não permitindo que coisas ruins penetrem nele. Que eu sou dona de mim e que, nada me fará melhor ou maior do que outra pessoa e que eu nunca devo menosprezar alguém e que eu devo sempre procurar entender aquilo que eu não compreendo.

Quanto a ele, só tenho a dizer: amigo, melhore.

Acho que esse post foi mais um desabafo, estava mesmo precisando colocar para fora.
Algum de vocês já passou por alguma situação parecida?

Um beijo!